terça-feira, 24 de junho de 2008

Sex and the City

Ali estávamos. Uma noite há muito planeada. Com a vestimenta indicada. Cabelo, maquilhagem, vestido, casaco. Sapatos. Na bilheteira do Londres a escolha era óbvia. Sexo e a Cidade. Que mais? Foram duas horas de risos, sorrisos e algumas lagrimas confessadas. Sem rasgos cinematográficos, sem um único plano retido na memória. E no entanto. No entanto todas elas voltaram, por duas breves horas às nossas vida. E foi bom. Foi bom porque nos lembraram que somos mulheres e que podemos tudo. Que conquistámos, ou temos vindo a conquistar, direitos iguais, e o devido lugar no mundo. Mas que, para tal, não precisamos perder aquilo que nos caracteriza, e que nos diferencia, enquanto mulheres. Não são - apenas - as roupas, a maquilhagem, os sapatos perfeitos. Não é - somente - a busca do amor, e um sentido romântico inabalável. A liberdade de se fazer o que se quer, quando se quer, como se quer ou a enorme força que permite ultrapassar tudo, e atingir tudo. É mais do que isso. É a capacidade feminina de amar. De amar não só os homens, os filhos, a família, mas de amar outras mulheres. De amar as nossas amigas.
A amizade feminina é diferente. Choramos umas pelas outras, sentimos tudo. Protegemos-nos, ajudamos-nos, nunca nos esquecemos. Mesmo estando longe, estamos sempre perto. E as amigas assumem nas nossas vidas um papel que mais ninguém pode assumir. É com elas que tudo partilhamos. Os segredos mais íntimos, as felicidades, as dores, os medos, as tristezas, as humilhações. As maiores alegrias e os momentos mais importantes da vida. Estão sempre lá, as amigas, e o seu amor é incondicional. Aceitam-nos exactamente como somos, porque são, talvez, as únicas que chegam, alguma vez, a conhecer a nossa verdadeira essência.
Ainda bem que vivemos este momento juntas. Ainda bem que saímos da sala e fizemos tudo aquilo. Que, acima de tudo, nos rimos, como nos rimos sempre. Porque juntas, a capacidade de rir é sempre inesgotável. E é por isso que vocês estarão sempre comigo.
Esse é o segredo que nenhum homem algum dia irá perceber sobre o Sexo e a Cidade. Que esta é, acima de tudo, uma história de amizade. Que a alma gémea não é - apenas - o Big. A alma gémea não é. São. São elas as almas gémeas umas das outras. E essa é a capacidade - tão diferente - de amar feminina.

* Isso e, finalmente, ter-se percebido que a mulher é um ser tão, ou mais, sexual que o homem. E que tem direito a sê-lo. E que se orgulha de o ser. E que gosta - tanto ou mais - de falar sobre isso. Com todos os detalhes. Abertamente. E com muitos, muitos risos.

6 comentários:

Caçador de Leitões disse...

Ó leitãozinho também "estrás" sempre comigo.

O melhor cozinheiro de leitões da bairrada de todo portugal e arredores disse...

Tens uma lágrima tão fácil pequenota....

Samantha Jones disse...

Bravo! Foi o post mais lindo que já li! Adoro-te minha Carriezinha!!

Samantha Jones disse...

I love sushi!!!

Rafael Stuart disse...

foi divino! acho que até a leni subscreve o teu post :p
temos que repetir a dose

El-Gee disse...

eu nao dramatizaria tanto, mas percebo que ha ai um calor do momento neste post.

gosto do sexo e a cidade pelas razoes que citas e por outras. essencialmente, gosto porque me ajuda a pereber as mulheres. acho que a prova de que aquilo e uma boa imagem de caracteristicas intrinsecas das mulheres, e que todas vem aquilo e gostam.

em relacao as amizades entre mulheres de que falas neste post, discordo, na medida em que acho que os homens sao muito mais fieis e genuinos entre si.

porem, esta opiniao e a de um observador externo, a quem nunca foi permitida uma ida a casa de banho com duas mulheres, (essa procissao misteriosa em que tudo acontece e nada transparece)